Alberto Cioni – Castel di Casio (BO)

A Itália passava por tempos difíceis e muitos italianos, sem trabalho e passando por necessidades, haviam tomado a decisão procurar uma segunda pátria.Era 30 de março de 1901 quando Giaccomo Cioni, sua esposa, Venusta Comellini e seus oito filhos embarcaram no navio “RE UMBERTO”. Era a esperança de um futuro melhor para sua família, para seus filhos.O navio sairia do porto de Gênova, na Itália, com destino ao Brasil.

Iriam trabalhar na fazenda do Dr. Theodoro Carvalho, no distrito de Gavião Peixoto, a convite de José Palamone Lepre, comerciante nesta cidade.

Desembarcaram no porto de Santos no dia 21 de Abril de 1901 e seguiram de trem para São Paulo, sendo sua chegada registrada no livro 067, fls 257 da Hospedaria de São Paulo (hoje transformada em Museu da Imigraçao).

Alberto Cioni era o quinto filho. Nasceu em 29 de Janeiro de 1894 em Castel di Casio, região de Bologna. Quando adolescente, veio tentar a vida na cidade. Trabalhou como ajudante numa padaria localizada na rua São Bento, esquina com a avenida Barroso que coincidentemente tinha o mesmo nome de sua terra natal, Bologna. Também trabalhou como lanterninha do cinema Paratodos, mas seu destino era trabalhar a terra.

Voltou a trabalhar em empreitadas na região, derrubando mato e fazendo picada sempre tendo em mente que um dia compraria seu próprio sítio.

Conheceu Florinda da Silva, uma jovem morena natural de Araras mas que na época vivia com seus pais, Odorico Silva e Maria Saquetti numa fazenda na região.

Em 24 de julho de 1920, ele com 26 anos e ela com 20 anos casaram-se na cidade de Rio Claro e foram morar na região de Araraquara, numa colônia de imigrantes conhecida como “Mulada” onde também viviam seus pais e seus irmãos.

Alberto ainda precisava terminar uma empreitada e, enquanto trabalhava na abertura do caminho para a instalação do “linhão” de energia eletrica que ligaria a cidade de Gavião Peixoto com Araraquara, e no inicio só voltava pra casa nos finais de semana.

Terminada essa empreitada, ele começou a trabalhar como empreiteiro abrindo a mata e plantando café.

Depois de muito trabalho e de muita economia, juntaram dinheiro suficiente para comprar um pedaço de terra, mas dona Florinda preferia abrir uma pensão para servir comida. Afinal, já tinham nascido cinco filhas: Carolina, Aparecida, Josephina, Olympia e Isaura e dona Florinda imaginava que as meninas seriam de melhor ajuda numa cozinha e do que numa lavoura.

Alberto continuou apostando na sua idéia inicial de comprar sua própria terra e em 28 de junho de 1931 se mudaram para um pequeno sitio no bairro Bocaiúva, que foi batizado de Sítio Pinheiro.

No dia seguinte, no dia 29, nascia João, o primeiro filho homem da família e quatro anos mais tarde o caçula, que recebeu o mesmo nome do pai, Alberto.

No início, o trabalho na lavoura foi difícil pois Alberto pai e Florinda só podiam contar com a ajuda das meninas. Mas elas não decepcionaram e, ao lado do pai e da mãe, trabalharam de sol a sol, muitas vezes até as 10 horas da noite, aproveitando a iluminação dos raios do luar para colher algodão e cuidar da plantação.

Às custas de muito trabalho e de muita economia, foram comprando as terras em volta da propriedade e anexando-as ao sítio.

Alguns anos mais tarde, compraram um terreno na avenida São José, no bairro do Carmo, onde construiram uma casa.

Carolina se casou com Domingos Pastre em 30 de novembro de 1940. Josephina se casou com Anézio Silva em 24 de maio de 1944.

Aparecida havia falecido oito meses após o casamento.

Como nessa época Alberto pai já contava com empregados para ajudarem na lavoura, mandou Olympia, Isaura, João e Alberto morarem nessa casa da avenida São José a fim de que começassem a frequentar uma escola.

João voltou a morar no sítio um ano depois para ajudar seu pai e em 9 de outubro de 1954 com Apparecida Mendes.

Isaura se casou em 18 de maio de 1957 com Augusto Motta.

Alberto Filho tornou-se contador e casou-se com Neyde Thereza Jaciani em 22 de abril de 1962.

Olympia tornou-se professora de corte e costura e se casou em 27 de junho de 1962 com Paulo Fiorillo.

Alberto pai trabalhou no Sítio Pinheiro até os 65 anos de idade. Depois disso veio morar na cidade, na casa da avenida São José deixando o sitio aos cuidados de João.

Alberto Cioni faleceu em 30 de Setembro de 1988, aos 94 anos deixando para os filhos muitos exemplos de trabalho e honestidade.

Lascia un commento

Il tuo indirizzo email non sarà pubblicato. I campi obbligatori sono contrassegnati *

Questo sito usa Akismet per ridurre lo spam. Scopri come i tuoi dati vengono elaborati.